Seja por DOM OU MAGIA/ a minha poesia é bem natural (Santaninha, Barbosinha, Rubens Gordinho e Clóvis)
sábado, 15 de março de 2014
sexta-feira, 14 de março de 2014
A arte poética: NA PALMA DE MINHA MÃO
Tomai a si, oh, quiromante
Espalmada a minha mão
Cada ranhura espiralada
Jaz um verso, uma canção
Minha mão é minha alma
Fiel espelho do meu ser
Velha cigana vá com calma
Belas cousas há de ler
No pergaminho da epiderme
Versos em linha helicoidal
Concretismo biológico
Que resplendor... um recital
Lembra um mapa hidrográfico
Afluentes rumo à foz
Cada linha, cada verso
Em sinuosos caracóis
Konstantin Simonov
E o Catulo da Paixão
Também tem Éle Semog
Na palma de minha mão
Meireles e Kiril Kadiisky
Drummond e Mário Quintana
Domeneck e Leminsky
Recitava a velha gitana
terça-feira, 11 de março de 2014
quinta-feira, 6 de março de 2014
No Carnaval todo mundo é igual
Uma escola de samba desfilando na avenida diz mais do que o simples enredo proposto. Apresenta um retrato carnavalizado do Brasil.
O etnomusicólogo congolês Kazadi wa Mukuna, no último parágrafo de seu livro, Contribuição Bantu na Música Popular Brasileira, observa que durante o carnaval de 1976 no Rio de Janeiro percebeu que praticamente todos os destaques das principais escolas do desfile oficial eram mulheres brancas ao passo que a maioria na ala das baianas, no fim da escola, era de senhoras negras.
Se analisarmos com isenção perceberemos que hoje, 38 anos depois, vigora ainda uma divisão racial na estrutura da sequência das alas nas grandes escolas.
Com pontuais exceções, a suprema
maioria de carnavalescos e presidentes (postos de decisão e de exercício do
poder) das grandes escolas é branca.
As passistas são majoritariamente
negras (ou mulatas, como querem alguns), contudo, o trono de rainha, o posto
maior dentre as passistas, é ocupado por brancas, oriundas ou não do universo
do entretenimento (atrizes, modelos, ex-BBB’s). Negras nesse posto só se forem
do universo citado.
Escondidos atrás dos carros
alegóricos, empurrando-os, a turma da merenda, o pessoal da energia, a ala da
força (formam eles uma alegoria da massa trabalhadora, operários e proletários, do país composta em sua
maioria de pretos e pardos) carregam no braço a opulência das agremiações e em
cima dos mesmos carros, conforme Mukuna pontuara, os destaques brancos, muitos
sem familiaridade alguma com a malemolência do bom samba.
Imagem que remonta
aos idos tempos da escravatura, dos palanquins de liteira com a senhora branca sendo carregada pelos servos
negros.
E as baianas? Conforme Mukuna ressaltou, continuam sendo formadas em sua maioria por senhoras negras.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Da série: DA COR DO FUTEBOL: Tomo 1
Foi emblemático o
desdobramento do que ficou conhecido como o ‘Caso Grafite’ quando o zagueiro
argentino Desábato recebeu voz de prisão ao sair de campo, em pleno Morumbi,
acusado pelo crime de racismo, assim que o juiz apitou o fim da partida entre
São Paulo e Quilmes, pela Copa Libertadores da América, em 2005.
Segundo o atacante
brasileiro, num lance de jogo, o argentino o teria ofendido, xingando-o de ‘negro
de merda’.
Emblemático porque
trouxe à tona a questão do preconceito de cor nas relações futebolísticas no
Brasil.
Mais emblemático ainda foi o apontamento de Luis Felipe Scollari, sobre o caso. À época treinador da Seleção de Portugal e em visita ao Brasil, Felipão disse que a prisão de Desábato fora um exagero, que dentro do gramado há coisas piores e que são meras provocações sempre na tentativa de se desestabilizar o adversário.
Segundo Ronaldo Helal, pesquisador da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), num estudo sobre a rivalidade futebolística entre Brasil e Argentina, após uma estadia em Buenos Aires pesquisando, concluiu que a animosidade é mais forte do lado
tupiniquim. Os hermanos, ao contrário, admiram mais do que odeiam o futebol
brasileiro. Sobretudo a 'alegria de jogar' dos brazucas, imortalizada pela imagem
mítica de Garrincha e Pelé e retroprojetada em jogadores como Cafu, Ronaldinho Gaúcho,
Robinho (e porque não Neymar, à época da pesquisa um desconhecido).
Meses depois do jogo entre São Paulo e Quilmes, as seleções de Brasil e Argentina protagonizaram a final da Copa das Confederações na Alemanha, com uma sonora goleada do escrete canarinho. 4x1 em cima da Argentina de Aymar, Riquelme, Sorín e Tevez. Em matéria do jornal Olé, o articulista Marcelo Sotille sentenciou, lançando luz sobre o quesito 'alegria' dos brasileiros como um diferencial dentro de campo:
Meses depois do jogo entre São Paulo e Quilmes, as seleções de Brasil e Argentina protagonizaram a final da Copa das Confederações na Alemanha, com uma sonora goleada do escrete canarinho. 4x1 em cima da Argentina de Aymar, Riquelme, Sorín e Tevez. Em matéria do jornal Olé, o articulista Marcelo Sotille sentenciou, lançando luz sobre o quesito 'alegria' dos brasileiros como um diferencial dentro de campo:
“(…)Bailando con sus mejores sonrisas, cantando ante ojos extraños
como un grupo que se divierte sin que los rivales le saquen la pelota. Porque
son así, son profesionales del juego bonito, Y en la cancha suelen mostrar los
dientes... (Olé, 30 de junho de 2005)”.
Voltando ao 'Caso Grafite' Helal compartilha a repercussão na imprensa
esportiva da Argentina sobre a prisão do zagueiro do Quilmes, destacando os populares Olé e Clarín:
"As matérias sobre o “caso de racismo” do
jogador Desábato chegaram às primeiras páginas dos jornais argentinos e o tom
era de indignação pelo exagero da punição. Havia fotos do jogador algemado e
manchetes sob o título “Vergonha” (Clarín, 15 de março) e “Inferno no Brasil”
(Olé, 15 de março)".
Helal percebeu que o
uso frequente do termo ‘macaquito’ empregado pela imprensa e atletas portenhos,
embora cristalize estereótipos e traga uma aditivo de preconceito, tem uma
conotação puramente provocativa, ciosos de que isso incomoda os brasileños. O
macaquito seria o equivalente do maricón, contrapartida usada pelos jogadores
brasileiros para irritar os argentinos. Assim como um brasileiro ao provocar o
adversário chamando o de maricón, alusão a vaidade dos argentinos com suas
cabeleiras vastas atadas a rabos-de-cavalo ou arcos, ou tiaras, não acredita que de fato, o
oponente é gay, e só o faz por provocação, o mesmo se dá com as mofas dos argentinos.
Voltando à fala de
Felipão sobre ‘Caso Grafite’, o treinador coloca à plateia de jornalistas a
pergunta ‘querem debater racismo no futebol? Quantos craques e bons jogadores
negros já tivemos no Brasil? Muitos ou poucos?’
Felipão mesmo responde e encaixa outra pergunta (inquietante e incômoda pergunta) ‘tivemos muitos e agora respondam, quantos técnicos negros estão à frente de algum grande time brasileiro?
Felipão mesmo responde e encaixa outra pergunta (inquietante e incômoda pergunta) ‘tivemos muitos e agora respondam, quantos técnicos negros estão à frente de algum grande time brasileiro?
’
REFERÊNCIAS:
HELAL, Ronaldo, Como eles nos vêem - futebol brasileiro e imprensa argentina, Revista Contemporânea, UERJ,2005,disponível: http://www.contemporanea.uerj.br/pdf/ed_04/contemporanea_n04_07_RonaldoHelal.pdf
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
ARTE POÉTICA: Mostra sua ginga, Tinga
Tinga
Mostra sua ginga
Pois o ódio só respinga
Em quem tem ódio também
Tinga
Seu talento é o que te vinga
Pois aquele que te xinga
Merece só o seu desdém
Autoria: Ricardo Bispo
Autoria: Ricardo Bispo
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Fernando Queiroz é
filho de um dos homens mais ricos e influentes de São Vicente. Um jovem que
sempre se incomodou com o fato de ter do bom e do melhor, enquanto muitos mal
tem o que comer. Num belo dia resolve largar as mordomias da mansão de sua
família e decide ir catar papelão com um carroceiro do México-70.
Um verdadeiro espetáculo bordava de cores o
céu azul da favela. Pipas com suas extensas rabiolas. Adernavam... Adornavam...
Bailavam na imensidão tendo como fundo-de-cena tiras de nuvens-algodão
semelhantes à clara de ovo batida em ponto de neve e respingada pela gema
dourada do sol.
![]() |
| FOTO: Bernado Tabak/ G1 |
Jardas e jardas de linha-10 desenrolavam-se
dos carretéis estendendo ao longe pipas, cartolinhas e papagaios num sonho de
liberdade. A cada debicada elas curvavam-se no ar, altaneiras, balançando a
cauda como cometas de papel crepom. De repente duas delas se estranharam no
alto. Enlaçaram-se. Enroscaram-se. Duelaram-se. Duas capoeiristas ao som dos
ventos berimbaus. A linha de uma delas, mais afiada, de súbito, retesou-se.
Revestida por uma camada de pó de vidro e goma rompeu o elo vital da pipa rival
que flutuou, sem vida e sem encanto, igual a uma folha que o outono poda dos
arvoredos.
Empunhando enormes varas de bambu, a
meninada em disparada afluía da Rua Dois, da Rua Seis, da Rua Cinco, do Trevo,
da Rua do Meio, como caçadores de balão, convergiam ao Campão. Pés no chão de
barro, olhos no céu de pipas.
- Tá
acordado, moço? – estranhou Beto, ao encontrar Nando desperto. Beto
demonstrava sobriedade num indício de que o álcool e seus teores vaporizaram-se
em meio ao reboliço efervescente da paixão.
O texto
acima é um trecho do romance Nando pelas ruas do México-70, de autoria do
colunista dessa página e de seu pai Antônio Bispo. A previsão de publicação é
do 2º semestre de 2014.
domingo, 9 de fevereiro de 2014
sábado, 8 de fevereiro de 2014
A ARTE POÉTICA: Coração hipotalâmico
Coração cruel e insensível
sede de inomináveis amarguras,
espúrias tristezas,
vãs esperanças e alegrias fortuitas
Te absolvo
Laudo assinado pelos bioquímicos
e neurocientistas
As emoções não emanam
tampouco se convergem
ao polo esquerdo do peito
O epicentro desse furacão
que a tudo devasta e desbasta
tudo que prezo, pelo que rezo e amo
Chama-se hipotálamo
Ai hipotálamo cruel e insensível
Autoria: Ricardo Bispo
domingo, 2 de fevereiro de 2014
ESSA NOITE VAI TER LUA CHEIA
Hoje dia 2 de fevereiro, dia de
Iemanjá e me deparei com a foto que posto abaixo de uma campanha publicitária
pouco feliz da Dulorem.
Rainha do mar, guardiã da água
salgada. Deusa do panteão iorubá. Na mitologia nagô, Filha de Olocum, o Senhor dos Mares, é a grande matriarca do
Orum, morada celestial dos Orixás, entes da natureza, cultuados na África
Ocidental, onde hoje são a Nigéria e o Benim, além de países com forte
influência da Diáspora Negra como Brasil, Cuba onde é chamada de Yemayá, em Trindad-Tobago é Emanjah, na República Dominicana, Agué Toroyo e no Haiti, Maitresse Erzili e Agoué. Vinculada à maternidade Iemanjá
zela também pelas faculdades mentais superiores, como a memória, o intelecto e
a cognição. O culto a Iemanjá se originou entre o povo Egbá, no centro-oeste do país ioruba, segundo o pesquisador Nei Lopes.
Um dos orixás mais populares do
Brasil (sempre lembrada nas festividades de virada de ano) eternizada em
canções, filmes e novelas, é também símbolo do desrespeito e menosprezo com que
a cultura negra é tratada no Brasil.
Alvo de um processo de
embraquecimento, qual Jesus Cristo concebido um louro, de olhos verdes, a deusa
africana é apresentada comumente como uma sereia de traços eurodescendentes,
com cabelos lisos, levemente ondulados, pele alva e feições caucasianas. Há
quem afirme se não fosse esse embraquecimento a popularidade e aceitação de
Iemanjá na sociedade brasileira não seria tão ampla.
A campanha de lingerie da Dulorem
apresenta uma Iemanjá branca dessacralizada com um ar sedutor. Seria alusão ao
poder de encantamento e irresistível sedução da sereia, entidade folclórica
associada à Iemanjá, o que não serve como desculpa para tamanho desrespeito.
Na mesma toada lembro do axé pop
de Pepeu Gomes, recentemente regravada e que foi tema de abertura de novela da
Rede Globo.
‘Sexy Iemanjá
Tudo haver com o mar
Essa noite vai ter lua cheia’
A Rainha do Mar, Grande Mãe,
ocupa o mais alto patamar na hierarquia das deidades iroubanas, acima de outras
iabás (orixás femininos) como Oxum, Iansã e Nanã. Iemanjá está para os
candomblecistas e umbandistas o que Nossa Senhora está para os católicos.
Imaginem o bafafá,o deus nos acuda se invés de Iemanjá, expusessem uma santa do
catolicismo.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
“ESSE tal de hip-hop”
Eu canto é samba-de-breque
Não sou Black, não sou dos States
Vai pra lá com esse seu funk
Essa moda de rap, essa dança de breake
Quero ouvir versador,
não quero curtir MC
Por que o meu sangue
é nagô
Sou banto, sou luso,
eu sou guarani
É que esse tal de hip-hop
É tecnopop e esse é seu pretexto
Você acha que ganha Ibope
Com linguagem cultural de outro contexto
Eu sou mais uma roda de coco
Um calangotango, uma embolada
Sob a luz do repente uma chula raiada
Faz da umbigada a maior curtição
Desfaz esse ar de
sisudo
Semblante carrancudo
pra impor respeito
Tire uma onda no
samba
Protesta na manha que
surte efeito
(Eu canto é samba-de-breque...)
Isso não é preconceito
Eu tenho um conceito e que me advogue
Se os manos do Bronx não cantam Cartola
Porque cantarei então o Snoop Dogg
Eu sou mais uma roda de coco
Um calangotango, uma embolada
Sob a luz do repente uma chula raiada
Faz da umbigada a maior curtição
Desfaz esse ar de sisudo
Semblante carrancudo pra impor respeito
Tire uma onda no samba
Protesta na manha que surte efeito
Na Feirinha da Pavuna houve uma grande confusão!
Os tupinambás há 500 anos já sabiam o que os governantes ainda não sacaram.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
É de escalpelar Valderrama
No Tempo de Dom Dom samba enredo era feito por dupla ou no máximo por um trio de compositores.
Hoje em dia parece um time de futebol
Ô Lôko!
Hoje em dia parece um time de futebol
Ô Lôko!
sábado, 18 de janeiro de 2014
Bóris Casoy de saias
Colegas no SBT têm vergonha da jornalista Rachel Sheherazade
http://r7.com/cNEt
(Foto: Reprodução/SBT)
A grande questão não é ser de direita ou de esquerda,
tampouco o fato de estarmos num país democrático, onde todos tem assegurado o
direito de expressar o seu pensamento.
O problema é quando uma jornalista (que
tem como função informar, noticiar), por meio de uma concessão do Estado, que é
o canal de tv, utilizando assim a faixa
do espectro eletromagnético - usado na radiofusão, que é um bem público, para impor a sua opinião pessoal, interferindo na essência da notícia, direcionando conclusões dos telespectadores,
negando a estes o direito de discordar e contra-argumentar.
Digo impor e não
expor sua opinião, porque o posto que a telejornalista ocupa na ancoragem de um
noticiário, com toda a credibilidade que
lhe é inerente, em horário nobre e em rede nacional a coloca numa posição
privilegiada e desigual como formadora de opinião. É uma imposição!
Segundo o professor Laurindo
Lalo Leal Filho, livre-docente da Escola de Comunicações e Arte da USP, no
livro Mocinhos e Bandidos -controle do
conteúdo televisivo e outros temas, nos países com democracia consolidada,
jornalistas de rádio e TV não opinam e mantém a neutralidade da informação.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
“É SÓ BBB”
É SÓ BBB (Quando ligo a tv, só vejo Bebida, Bunda e Beijo)
Uma crítica bem humorada à banalidade e vulgarização que
reina em nossos meios de comunicação.
Quando
eu ligo a TV só vejo bebida, bunda e beijo
Querendo
assistir a algo mais instrutivo (2x) REFRÃO
Dou
siricutico. É isso que vejo
Qualquer folhetim de uma telenovela
É a mesma balela já dá pra saber Autoria: Ricardo
Bispo e Ligia Oliveira
É bumbum de fora, é beijo sem carinho
Abrindo o caminho para o BBB
Em estádio de futebol não entra birita, qualquer uma
que seja
Mas nas placas que ficam em volta do gramado
Só vejo
anúncio de marca de cerveja
REFRÃO
Na guerra em busca da tal da audiência a
concorrência não quer nem saber
No fogo cruzado, ninguém tem clemência e nessa
guerra, o povo é quem vai perder
Na erudição dos mais altos preceitos, profundos
conceitos do bunda-lelê
É só rebolation,é só embromation, recito o poema do
tcherê tchê tchê
REFRÃO
BBB é uma sigla bem brasileira para Besteira, Briga,
e para BO
Burrice, Bobagem e Baboseira, é só Blábláblá, Bibibi
e Bobobó
É carta marcada essa nova estrutura reconfigurando a
televisão
E essa emissora com muita bravura faz nossa cultura
ir pro ‘Paredão’
Samba de Ligia de Oliveira/ Ricardo Bispo
Intérprete: Boy do Cavaco (Grupo Número Baixo)
Músicos: Bebê 7 Cordas (Grupo Número Baixo)
Delei do Banjo e Cesinha
Acessem o clipe dessa música no Youtube:
domingo, 22 de dezembro de 2013
NEVOU NO MORRO
Noite
de natal...
Patamo
no morro, cercaram o Borel
O
do gorro vermelho não era saci, era Papai Noel
Com
soldado-de-chumbo e aviãozinho passando papel
-O
que tem nesse saco? Seu véio veiaco
Não
adianta fugir
-
Eu só tenho presente
Eu
sou inocente, pra que vou mentir?
O
gordinho deu no pé
Subiu
a chaminé e saiu vazado
Mas
os veados deixaram na mão
E
no trenó sozinho ele tava cercado
Mas
foi sonoro o tapa
Que
aquele velhinho levou
-Me
responda que farinha é essa?
-É
neve lá do Pólo Norte, doutor
“Jingle
Bell” bate o sino da sirene
Joga
o papel que a polícia chegou REFRÃO
Olha
a calma vovô,
Quem não deve não teme
Quem não deve não teme
AUTORIA: Ricardo
Bispo, Pakito e Delei do Banjo
sábado, 7 de dezembro de 2013
ARTE POÉTICA: A Substância da Metáfora
O que será da metáfora
desprovida de sua
referencialidade?
Nada, assim como nada, sou eu
sem o seu sorriso imanente
e sem o silêncio loquaz que se
interpõe
no intervalo que há entre um e
outro beijo
e o hiato que se eterniza brevemente
nesse silêncio
Metáfora não é ornamento
textual na concretude das palavras
A metáfora é transcendência,
palavras em orgasmo,
aspecto visível e corpóreo do riso das estrelas
a metáfora é um pássaro ébrio
hesitando em voar
Com
palavras descrevo a realidade
e com
silêncios, redescrevo-a
quem discernirá a metáfora inscrita implicitamente no silêncio
de meu mundo
Samba do bom
'Teu corpo tem cheiro de sangue
Teus lábios tem gosto de fel
Teu peito tem lodo do mangue
Princesa dos quartos de hotel"
COISA RUIM DEMAIS
Samba lindo de Ivor Lancellotti e João Nogueira
Princesa dos quartos de hotel (Belo eufemismo pra palavra 'puta')
Curta essa obra-prima no link abaixo:
http://www.sambaderaiz.net/o-homem-dos-quarenta-joao-nogueira/
Teus lábios tem gosto de fel
Teu peito tem lodo do mangue
Princesa dos quartos de hotel"
COISA RUIM DEMAIS
Samba lindo de Ivor Lancellotti e João Nogueira
Princesa dos quartos de hotel (Belo eufemismo pra palavra 'puta')
![]() |
| João Nogueira, gênio da música brasileira |
Curta essa obra-prima no link abaixo:
http://www.sambaderaiz.net/o-homem-dos-quarenta-joao-nogueira/
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
O
CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) acatou denúncia
da Associação Brasileira de Difusão do Livro e de alguns consumidores a cerca
de uma peça publicitária da Vivo sobre o serviço de Internet Fixa, produzido
pela agência DPZ. Conforme denúncia o filme veiculado na Tv e na internet
desmerecia o valor social e cultural do livro ao exibir uma cena em que um
livro é usado como mero acessório para ajustar uma criança ao assento de uma
cadeira em frente ao computador, passando a mensagem de que com o acesso à internet
os livros como fonte de saber seriam dispensáveis.
Segundo
a relatora do processo, Conselheira Nelcina Tropardi, ao justificar seu voto,
embora o anúncio retrate cenas do cotidiano de muitos lares, a publicidade
nesse caso deveria adotar uma postura mais conservadora, já que é inegável que
o brasileiro lê muito pouco e que o anúncio reforçava, ainda que indiretamente,
esse triste panorama. Ainda em seu voto, que foi acolhido por unanimidade, a
relatora recomendou a alteração do conteúdo do filme.
DESMANCHA CASÓRIO
Dança mambo, dança tango
Mas seu ramo é sambar
Faz em mim um fuzuê
Quando bota pra quebrar
No olhar uma ternura, na cintura um bambolê
O cavaco ou a viola chora ao seu bel-prazer
Quando ela requebra, cumpadre
É um pega pra capá
Marmanjo se acotovela só pra ver o seu gingar
Vai descendo de mansinho
E o burburinho é notório
Com essa cara de santinha
Desmanchou muito casório
AUTORIA: Ricardo Bispo
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