Seja por DOM OU MAGIA/ a minha poesia é bem natural (Santaninha, Barbosinha, Rubens Gordinho e Clóvis)
sábado, 23 de novembro de 2013
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
PÃES, PÃES, PÃES, Ó, PÁ!
Seguindo o hábito de todas as
manhãs, o molecote adentrou a panificadora, sentindo o prazeroso e inconfundível
aroma de café-expresso sendo servido na copa, saindo fresquinho, fumegante, e o
cheiro de pão da última fornada, quentinho e crocante. Hum! Inigualável e saboroso
cheirinho de manhã. Ao chegar a sua vez na fila, rente ao balcão, pediu como de
costume:
Enfim, chegou o dia 'D'. O rapaz cansara de engolir quieto, já tava fula-da-vida, não ia mais passar carão na frente de senhor-ninguém. Ah, aquele lusitano sovinas dançaria o fado em suas mãos. Chegou ao balcão e pediu de propósito: - Quero meia dúzia de pãos!
- Me vê seis pãos!
O dono da padaria, o Seu Pedro
Baltasar, português nato, vindo da Póvoa de Varzim, cidade ao norte na amada
terrinha, se espevitou. Ergueu-se de sua escrivaninha, de onde estrategicamente
monitorava as funcionárias do balcão, em presteza e eficiência entre baguetes e
broas, mensurava a quantidade de pingados de cafés-com-leite e as doses de
biritas que o rapaz da copa servia, além das camadas de Doriana que passava no
pãozinho na chapa, e de onde, também, podia (e adorava) vigiar a moça do caixa
contando a bufunfa que entrava e a que saía em troco. Não admitiria nunca,
jamais, um brasileiro macular a pureza de seu idioma. Avançou furioso,
contornando o balcão como Fernão de Magalhães a contornar o estreito no extremo sul da América. Sua pança protuberante, designer de regalos e gulodices, se assemelhava ao bumbo do Zé Pereira, e
arfando, e babando, e bufando, estourou:
- Não são seis pãos e sim seis
pães. Pães! Brasileiro burro. Apedeuta. Pobrezinha
da língua-mãe, pobrezinha. Brasileiros, assassinos de idioma. É culpa de Cabral,
oras, pois, é culpa de Pedro Álvares! - Berrava, ora mirando o pobre do rapaz,
ora mirando a imagem da Sagrada Família na prateleira da padaria. De família
tradicional, católico fervoroso da tradição do Concílio de Trento, fora batizado com o nome Pedro em homenagem ao
padroeiro de sua cidade natal, o apóstolo pescador e o Baltasar era referência
e reverência a um dos Reis Magos.
O garoto, rosto corado, deixou o
recinto carregando os pães, Esquecia-se sempre que o portuga da padaria era um
cri-cri com esse negócio de se falar corretamente, prestimoso com a língua vernácula,
porém no dia seguinte ao chegar a sua vez na fila... Novamente:
- Vou levar seis pãos!
- Seis pães. Pã-es! Pê-a-til-é-esse!!!
Pães e não pãos! – corrigia Seu Pedro, zeloso como um Eça de Queiroz para com o
padrão culto de nosso linguajar e continuava a ladainha, falando com os
fregueses na fila em seu sotaque da região do Porto, apontando ao rapazote- É
assim aqui, nessa terra do cão. Oh, seus meus patrícios soubessem o quanto
tenho penado aqui onde Judas perdeu as ceroulas. Mortadela pr’sse povo é mortandela,
salsicha é salshisha e toucinho de porco é bacon. Brasileiros de merda. Povo de
merda. Desrespeitam a sagrada língua. Lapsus linguae!
Envergonhado o garoto saiu, levando
consigo os pães e ódio, muito ódio de Pedro Baltasar, o mais ferrenho defensor
da Última Flor do Lácio. Jurava não mais cometer tal gafe, mais pela ridicularização
na frente dos outros do que por razão outra. O que afetaria a ordem do universo
se pronunciasse pãos ou pães? O sabor do pão não seria o mesmo? O preço também?
O lusófilo bem que podia arquitetar uma promoção e oferecer um desconto aos fregueses que seguissem a norma culta da língua que tanto prezava, pensou com seus botões. Mas no dia seguinte não houve juramento que o acautelasse dos deslizes nas concordâncias e discordâncias nominais. Os berros de Seu Pedro, que avançava feito um Eusébio, bola aos pés , invadindo a grande-área, deixou isso bem claro:
O lusófilo bem que podia arquitetar uma promoção e oferecer um desconto aos fregueses que seguissem a norma culta da língua que tanto prezava, pensou com seus botões. Mas no dia seguinte não houve juramento que o acautelasse dos deslizes nas concordâncias e discordâncias nominais. Os berros de Seu Pedro, que avançava feito um Eusébio, bola aos pés , invadindo a grande-área, deixou isso bem claro:
- Ai ai, e olha que hoje
acordei com os pés de fora, não me venhas com galhófas. Quantas vezes estarei a te
dizer, gajo, que o plural de pão é pães. E é tudo culpa de Cabral, é culpa de
Cabral. Povo burro! Burro e preguiçoso. Isso é preguiça. Brasileiro diminui
tudo com preguiça de falar, motocicleta virou moto, fotografia virou foto,
cinemateca virou cinema e discoteca virou baile. Ó pá!
Na fila sempre havia um ou
dois que concordavam com o dono da padaria e sempre tinha alguém que ria, mas a
maioria não gostava daquela cena, não. Até porque eram todos brasileiros e o
Seu Pedro generalizava, pegando pesado, ofendia os brazucas. Tinha gente
preferindo andar uns quilômetros a mais até outra padaria a ter que ouvir
aquelas sandices.
“Que portuga folgado, sai lá
da Ibéria, come seus bacalhaus lá e vem peidar aqui”, resmungou um homem
engravatado.
“Esse luso gordo vem pra cá,
enriquece às nossas expensas, do dinheiro que damos e também à custa dos
empregados que explora e fica ai xingando nós, brasileiros”, murmurou um velho
sarará com boné desbeiçado do Flamengo.
O rapaz pensou em bolar uma
resposta, e das boas, ao portuga pão-duro. Já estava enfezado com aquela prosopopeia toda. Porém, na
manhã seguinte deixou a padaria com os pães sob o aguilhão das imprecações do lusófono intransigente. Elaborara uma resposta, mas assustou-se com sobressalto do Português indignado,
dando o seu piti matinal. Seu Pedro gritava e ao
mesmo tempo mirava a imagem da Sagrada Família,
para que lhe amparassem.
- Oh, mar salgado quanto do
teu sal são lágrimas de Portugal! Brasileiro não presta. Por isso que esse país
não vai pra frente. Nem falar direito consegue. Distorce tudo, deturpa tudo, e
gostam de enfeites e penduricalhos. Acham que palavra é carro alegórico, já
reparaste que o brasileiro fala 'adivogado' e não o corretamente advogado -
lamentava-se o brioso portucalense.
No outro dia o jovem perfez o
caminho de casa à panificadora repetindo mentalmente qual mantra budista: pães,
pães, pães, e, recitou tanto o mantra que estava quase alcançando o nirvana na
fila do pão. Seu Pedro não o pegaria mais em cacoépias: pães, pães, pães, olhava
com um olhar búdico pro portuga, pães, pães, pães, estava chegando a sua vez,
pães, pães, PÃOS!!! (foi o que balbuciou quando chegou ao balcão), força do
hábito, vazou automaticamente. Apagou-se a luz celestial do nirvana, bem-vindo
de volta ao sansara.
- Assim irei aos arames! És
pães, filhote de ameba! Ó povinho burro, ó pá! E não é só
falando, não, na escrita também, encomendei uns cartazes aqui para a minha
padoquinha e olha que o letrista fez , escreveu maisena com ‘z’, que calinada! E
em vez de escrever muçarela, escreveu foi mussarela e sem dizer dos que chegam
aqui e pedem duzentas gramas de salame. Só se for gramas de feno, bando de
asnos. Duzentos gramas! É assim que se fala! Bradava o guardião de todos lusoparlantes. Herói camoniano. - Brasileiros de merda. Ainda fazem anedotário dos portugueses,
dizem que português é que é o burro, ó pá. É tudo culpa de Cabral.
- Mas maisena não é com ‘z’?
Indagou alguém da fila, um dos que anuíam com a implicância do portuga sobre a
prosódia da língua materna.
- Não, com ‘z’ é só na marca de
uma embalagem, aliás, maisena, não, amido de milho. Por obséquio!
Com ar desafiador o garoto interrompeu. Não mais levaria desaforo pra casa:
- Brasileiro burro, é? Saiba
que meus avós são portugueses – revelou–lhe.
Isso não amainou nem um pouco a fúria de Seu Pedro. A ira de um mar encrespado.
Isso não amainou nem um pouco a fúria de Seu Pedro. A ira de um mar encrespado.
- Rebeubéu, pardais ao ninho!
Ah, vás chatear o Camões, avô português? Só se for açoriano. Só pode ter vindo
dos Açores, ó pá! Brasileiros de merda, povinho sem futuro. Tanto lugar para Cabral ancorar nesse mundo de Deus e foi para nesses confins! Exclamava
olhando ao céu, lastimoso, como um ator numa peça de gilvicentina.
“Tá tão lanhado com o Brasil,
volta pra Lisboa”, pensou um senhor, que seria o próximo da fila.
“Culpa de Cabral é um escambau”,
deixou escapulir uma senhorinha de cabelo lilás, lá atrás.
“Esse portuga balofo podia
fechar esse troço e ir dar aula de Português nas escolas, né”, rezingou uma
mulher, que já demonstrara inquietação, consultando as horas no visor do
celular de minuto em minuto. Chegaria atrasada no serviço por causa dos
chiliques de Seu Pedro.
Enfim, chegou o dia 'D'. O rapaz cansara de engolir quieto, já tava fula-da-vida, não ia mais passar carão na frente de senhor-ninguém. Ah, aquele lusitano sovinas dançaria o fado em suas mãos. Chegou ao balcão e pediu de propósito: - Quero meia dúzia de pãos!
Seu Pedro Baltasar, o sangue ibérico a fervilhar-
lhe à mente, saltou, em seu faniquito habitual, como todas as manhãs, igual a um
cachorro pertinaz, que incansável e obstinadamente, avança ao portão, a latir para o carteiro, todos os dias.
- Apedeuta. Brasileiro burro.
Pães e não pãos! Já te disse milhões, trilhões de vezes.
O rapaz pegou o pacote de
pães, mas estancou, mirando o estressado português.
- Que foi rapagão, o que
queres mais, porquê essa cara de caso, ora, pois?
- Estou com uma dúvida – o
jovem ensaiava um sorriso traquinas no canto da boca.
- Diga logo, cabeça de alho
chocho. Desembucha aí, ó pá!
E o que o menino diria faria a
fila do pão e os funcionários da padaria vibrarem como um drible da vaca do
Neymar em cima do Cristiano Ronaldo. E faria Seu Pedro Baltasar ter vontade de
correr feito de D. João VI fugindo de Napoleão e suas tropas.
- Eu não sei se mando o senhor
tomar no cu, nos cus ou nos cuães.
Inspirado nas piadas do amigo Daniel Corte, o stand-up sentado na cadeira
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Coisas do Futebol - os cartolas e seus coelhos mágicos
![]() |
| Da série: UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS |
A CONMEBOL, acata o pedido do São Paulo, veta o estádio da Ponte Preta que comporta quase 17 mil torcedores na semifinal da Sulamericana e como justificativa alega que o regulamento da competição prevê o mínimo de 20 mil na torcida, e libera, pro jogo da outra semi-final, o chiqueirinho do Libertad que cabe só 12.000. Será que é porque o nome do estádio em Assunção é Nicolás Leoz?
E vem a FIFA, após o show do Cristiano Ronaldo contra a Suécia pela repescagem das Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo, ano que vem aqui na Terra brasilis, e adia o anúncio do prêmio de melhor do mundo, alegando que está findando o prazo e pouca gente votou
(Corre à boca pequena que pouca gente votou no Cristiano Ronaldo, o midiático R7 ).
E mais: quem já votou, se quiser, pode entrar no site e alterar o voto.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Consciência Negra
"E é perante o mapa-múndi
Que o racista se confunde
Eis o mistério do Atlas
Desnorteado, ele viu
que o mapa do Brasil
Com o da África se encaixa"
MISTÉRIO DO ATLAS, trecho de um samba de Ricardo Bispo
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
CONSCIÊNCIA NEGRA: Nos Terreiros do Brasil
"E apesar dos contratempos
Perseguições, mil preconceitos
Essa gente de valor não sucumbiu
No ilá do orixá o brado de Zumbi repercutiu]
Brilha
um quilombo nos terreiros do BrasilBrilha um quilombo nos terreiros do Brasil"
![]() |
| Ile Axé Opô Afonjá, Bahia, Brasil |
Nos Terreiros do Brasil, samba de Ricardo Bispo
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
CONSCIÊNCIA NEGRA: UMA IMAGEM DIZ MAIS QUE MIL PALAVRAS
AUTORIA: Nei Lopes e Cláudio
Jorge
Em luxuosos
transatlânticos
Os negros vinham da
África para o Brasil
Gozando de mordomias
faraônicas
Chegavam aqui com ar
fagueiro e juvenil
E mal desembarcavam lá
no porto
Com todo conforto
Em luxuosas senzalas
iam se hospedar
Tratados a pão-de-ló, comendo
do bom e do melhor
Levavam a vida a cantar
Lalaiá laia, lalaiá
laiá, laia laia laia
Nos campos e nas
cidades
Nos tempos que não
voltam mais
Reinava a mais perfeita
harmonia
Tudo era alegria, amor,
carinho e paz
Até que exóticas
ideologias fizeram o cativeiro acabar
Mas a índole mansa e
pacífica
Dessa gente magnífica
fez o negro se recuperar
Hoje no Brasil da
liberdade
Onde tudo é igualdade
Sem distinção de raça e
nem de cor
O negro agradecido ergue
aos céus o seu louvor
Ô ô ô ô! Ai que
saudades dos carinhos do feitor
(Obrigado Isabel)
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
"Se reparares, não estranhes
Nessa noite o céu cingido de estrelas lúcidas
Na dança das constelações
Entre nuvens de algodão e imponderáveis sonhos
Embaladas pelos ventos peregrinos
Embaladas pela melodia de uma canção... de um samba-canção
Não estranhes se o luar cintilar como o sorriso de um anjo
É que esse cintilar prateado feito sorriso angelical
Essas nuvens feitas de sonhos e algodão
Esses ventos peregrinos... esse céu cingido de estrelas
É uma canção, um samba-canção que Délcio Carvalho
Compôs ao chegar no céu"
Descanse poeta dos versos celestiais
A tinta de sua caneta era de quimera
E sua mente movida pela essência de sonoridades sublimes
Descanse amigo!
Nessa noite o céu cingido de estrelas lúcidas
Na dança das constelações
Entre nuvens de algodão e imponderáveis sonhos
Embaladas pelos ventos peregrinos
Embaladas pela melodia de uma canção... de um samba-canção
Não estranhes se o luar cintilar como o sorriso de um anjo
É que esse cintilar prateado feito sorriso angelical
Essas nuvens feitas de sonhos e algodão
Esses ventos peregrinos... esse céu cingido de estrelas
Compôs ao chegar no céu"
Descanse poeta dos versos celestiais
A tinta de sua caneta era de quimera
E sua mente movida pela essência de sonoridades sublimes
Descanse amigo!
terça-feira, 12 de novembro de 2013
COROA PIRIGUETE
A vovó tá de amargar
Que coroa piriguete
Tá bombando na internet em um efeito viral
(toda sexy e fatal)
(toda sexy e fatal)
Com um codinome ‘cat’
Ela anda pintando o
sete numa rede social
(um download bem legal)
(um download bem legal)
Fez tatuagem no cóccix
Abusou do photoshop num
retrato digital
(um olhar bem sensual)
Tá virada num ciclone
Até já pôs silicone, fez
enxerto labial (na moral)
“Quer um jovem bem
ardente/ Carinhosa e experiente”:
No dizer do seu mural
(em seu cantinho virtual)
A vovó quando vai pra
balada
Deixa a abalada a jovem
concorrência
A mulherada sarada,
alinhada
Ficando abismada sem
ter audiência
Ela arrasa lá no baile funk,
No show do Skank,
pagode e forró
Tá chovendo de ‘neto’ carente
Querendo a vovó
Autoria: Ricardo Bispo
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
CATARINA DA MALACA
Catarina da malaca tá fazendo mó
fuzarca
No ensaio lá da Vila
A bruaca é de assustar
Parece com a mistura de Shrek e
Godzila
As
passistas têm corpo de violão
Tira a
concentração de qualquer marmanjo
Mas
Catarina não dá não, olha que situação
Ela parece
um banjo
E quando
toca sua malaca, ai meu Deus do céu
Ela fica
com a macaca, se acha a pop star
Qualquer
homem ela ataca, se atraca
A jabiraca
tá ruim de aturar
Ô ebó mal despachado, rascunho de
anhangá
Sai pra lá, dá três pulinhos
Não nasci pra carcará
Catarina da malaca
tá...
O rapaz do
repenique já deu tremelique
E o do
surdo de primeira tá com tremedeira
Catarina
cata tudo
Ainda mais,
se sobretudo o rapaz for batuqueiro
E quando
toca sua malaca, ai meu Deus do céu
Ela fica
com a macaca, se acha a pop star
Qualquer
homem ela ataca, se atraca
A jabiraca
tá ruim de aturar
Ô ebó mal despachado, rascunho de
anhangá
Sai pra lá, dá três pulinhos
Não nasci pra carcará
AUTORIA:
. Glemerson Liberato e Ricardo
Bispo
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Pombajira baixou na festa de Halloween, já dizia, Ruy Quaresma, kkkkkkkkk
A Múmia, o Drácula, um Fred Krueger e um bando de mortos-vivos dançavam o créu, o tchan e o tchetchere tchêtchê. O Lobisomem bebia cuba livre e ponche. Já um sujeito de capuz preto e máscara do filme Pânico atacava de Red Label com Redbull entremeados a doses de Jurupinga.
A atração era Juca Pitoco, lenhador de bonsai, um anão em carrara esculpido o cantor Belo (ou escarrado e cuspido). Juca Pitoco, conhecido também como Hobitt, era lindo e belo como o pagodeiro Belo. Tingira a cabeleira de ruivo, passou gel cola, vestiu um macacãozinho e virou o Boneco Chucky.
- Olhem lá, o Brinquedo Assassino fazendo o quadradinho de oito, gritou Iara, fantasiada de Morticia, da Família Adams, de repente, ela girou sobre os calcanhares, tremelicou os ombros, puxou a barra da saia e soltou uma gargalhada ruidosa, assombrosa, tenebrosa, horripilante (idem a gargalhada que encerra o clipe de Thriller, do Michael Jackson), porém numa versão em voz feminina.
- Quanto perna-de-calça, hehe! Quanto macho bonito, hahaha! Exclamou rindo sua risada medonha. Arrancou o cigarro da mão do Coringa do Batman, cerrou a guimba com os dentes e a cuspiu longe. Deu uma longa baforada no marlboro sem filtro. E uma longa, longa risada.
O jogo de luz que a equipe de Dj's instalou lançava feixes de luz estroboscópica - é o clarão daquele pisca-pisca que parece nos deixar em câmera-lenta, tudo em sincronia com o globo luminoso rítmico que alternava suas cores acompanhando o batidão funk.
- Que isso Iara? Que isso Morticia? Perguntou um carinha fantasiado de Eddy,o mascote dos metaleiros do Iron Maiden.
- Ah, seu broxa, aqui não tem Iara. Eu sou a Pombajira Sete Ventos, hahuhahahuhuhaha!!! Aquela gargalhada thrilleriana.
Com as mãos na cintura se dirigiu aonde estava o Jack da Lanterna (a famosa abóbora do Halloween). Na mesa, envolvendo crânios de plástico, estendia- se como enfeite, uma bela guirlanda de rosas vermelhas. A 7 Ventos apanhou a mais vistosa e prendeu numa madeixa de seus cabelos negros Cabelos mais negros que a asa de um morcego.
Os Dj's obedeceram quando ela fez um sinal para que parassem a música. Rodou o salão com a mão na cintura, fazendo caras e bocas, bebendo champanhe e tragando marlboro sem guimba. De repente, não mais que de repente, estancou, gargalhou e cantou o ponto:
"Pombajira quer tomar chochô
Pombajira quer tomar chochô"
E só foi embora quando trouxeram chochô para ela bebericar (depois de horas para descobrirem que chochô era banha feita de óleo de coco).
*Inspirado no samba 'Pombajira Halloween', de Nei Lopes e Ruy Quaresma.
Bem, sobre o que eu penso de nós brasileiros comemorar uma festa folclórica norte- americana está resumido na letra desse samba aqui embaixo, autoria de Nei Lopes e Ruy Quaresma.
A atração era Juca Pitoco, lenhador de bonsai, um anão em carrara esculpido o cantor Belo (ou escarrado e cuspido). Juca Pitoco, conhecido também como Hobitt, era lindo e belo como o pagodeiro Belo. Tingira a cabeleira de ruivo, passou gel cola, vestiu um macacãozinho e virou o Boneco Chucky.
- Olhem lá, o Brinquedo Assassino fazendo o quadradinho de oito, gritou Iara, fantasiada de Morticia, da Família Adams, de repente, ela girou sobre os calcanhares, tremelicou os ombros, puxou a barra da saia e soltou uma gargalhada ruidosa, assombrosa, tenebrosa, horripilante (idem a gargalhada que encerra o clipe de Thriller, do Michael Jackson), porém numa versão em voz feminina.
- Quanto perna-de-calça, hehe! Quanto macho bonito, hahaha! Exclamou rindo sua risada medonha. Arrancou o cigarro da mão do Coringa do Batman, cerrou a guimba com os dentes e a cuspiu longe. Deu uma longa baforada no marlboro sem filtro. E uma longa, longa risada.
O jogo de luz que a equipe de Dj's instalou lançava feixes de luz estroboscópica - é o clarão daquele pisca-pisca que parece nos deixar em câmera-lenta, tudo em sincronia com o globo luminoso rítmico que alternava suas cores acompanhando o batidão funk.
- Que isso Iara? Que isso Morticia? Perguntou um carinha fantasiado de Eddy,o mascote dos metaleiros do Iron Maiden.
- Ah, seu broxa, aqui não tem Iara. Eu sou a Pombajira Sete Ventos, hahuhahahuhuhaha!!! Aquela gargalhada thrilleriana.
Com as mãos na cintura se dirigiu aonde estava o Jack da Lanterna (a famosa abóbora do Halloween). Na mesa, envolvendo crânios de plástico, estendia- se como enfeite, uma bela guirlanda de rosas vermelhas. A 7 Ventos apanhou a mais vistosa e prendeu numa madeixa de seus cabelos negros Cabelos mais negros que a asa de um morcego.
Os Dj's obedeceram quando ela fez um sinal para que parassem a música. Rodou o salão com a mão na cintura, fazendo caras e bocas, bebendo champanhe e tragando marlboro sem guimba. De repente, não mais que de repente, estancou, gargalhou e cantou o ponto:
"Pombajira quer tomar chochô
Pombajira quer tomar chochô"
E só foi embora quando trouxeram chochô para ela bebericar (depois de horas para descobrirem que chochô era banha feita de óleo de coco).
*Inspirado no samba 'Pombajira Halloween', de Nei Lopes e Ruy Quaresma.
Bem, sobre o que eu penso de nós brasileiros comemorar uma festa folclórica norte- americana está resumido na letra desse samba aqui embaixo, autoria de Nei Lopes e Ruy Quaresma.
![]() |
| Ao lado do Quaresma., autor de Cavaquinho Camarada, gravado pela Beth Carvalho e de Sempre a Sonhar, com Martinho da Vila, gravado pelo próprio Martinho. |
Eu bem que sabia que um belo dia
Isso ia acabar mal
Esse olhar de descaso
Chamando de atraso
A cultura nacional
Humilharam, pisaram, pintaram e bordaram
E olha só qual foi o fim:
Pombajira baixou no Halloween
Pombajira baixou no Halloween
Isso ia acabar mal
Esse olhar de descaso
Chamando de atraso
A cultura nacional
Humilharam, pisaram, pintaram e bordaram
E olha só qual foi o fim:
Pombajira baixou no Halloween
Pombajira baixou no Halloween
Tinha até website de gótico e dark
Pra chamar coisas ruins
Até analfabeto era heavy metal de jaquete James Jeans
Tinha até sepultura lá na cobertura
E olha só qual foi o fim:
Pombajira baixou no Halloween
Pombajira baixou no Halloween
Pra chamar coisas ruins
Até analfabeto era heavy metal de jaquete James Jeans
Tinha até sepultura lá na cobertura
E olha só qual foi o fim:
Pombajira baixou no Halloween
Pombajira baixou no Halloween
Eu bem que sabia que...
Marafo long neck, curimba em playback
Ela veio mesmo assim
Mas quando deram um break
Ela viu que era fake
Tudo fashion, tudo teen
Foi então que a cigana rodou a baiana
Riscou fogo no estopim
Pombajira baixou no Halloween
Pombajira baixou no Halloween
Ela veio mesmo assim
Mas quando deram um break
Ela viu que era fake
Tudo fashion, tudo teen
Foi então que a cigana rodou a baiana
Riscou fogo no estopim
Pombajira baixou no Halloween
Pombajira baixou no Halloween
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Diego Costa deu as COSTAS para o Brasil. E daí?
Tudo bem que o cara é o atual artilheiro do Campeonato Espanhol (aquele campeonato que todo ano só tem 2 favoritos ao título, menos empolgante que o Paulistão ou a Taça Guanabara). Mas penso que foi desnecessário a convocação prévia do atacante do Atlético de Madrid (com o pretexto fajuto de agilizarem o visto de entrada para o jogo nos EUA, e convocaram também outros jogadores pra disfarçar, mas todos sabem que na verdade a Comissão Técnica da Seleção queria sinalizar ao Diego Costa que ele fazia parte dos planos, uma vez que, era crescente os murmúrios acerca de sua adesão à Fúria Espanhola, assim como foi desnecessária também a declaração do Felipão criticando a decisão do jogador. O silêncio seria muito mais constrangedor para ele.
O Brasil não precisa disso. O Brasil não precisa dele. Até um ano atrás ele era um ilustre desconhecido, coadjuvante de Falcão Garcia no timeco do Atlético (terceira força do Campeonato Mineiro, uma espécie de América Mineiro, ops, desculpe, Campeonato Espanhol).
Tudo bem que o Fred está machucado e que temos apenas o Jô, já que Luis Fabiano e Leandro Damião não atravessam boa fase e o Alexandre Pato (... bem, o Pato é melhor deixar pra lá).
Esse tal de Diego Costa, além de encrenqueiro, é um Túlio Maravilha melhorado. Um William Bartoré melhorzinho. Você ter um Diego Costa, um Túlio Maravilha, um Alan Kardec, um William Bartoré e um Super Ézio (lembram dele?) para escolher é o mesmo que ter 5 potezinhos daqueles de exame de fezes, o que diferencia um do outro, é apenas a etiqueta com o nome.
A Espanha precisa dele. A Espanha precisa disso, de apelar para jogador naturalizado. Craque lá é raridade. Soldado, Negredo, David Villa, atacantes nível Figueirense e Paysandú. O Diego Costa fez certo. Eu no lugar dele (e com o futebolzinho dele) faria o mesmo, pois saberia, que as chances de ser titular da amarelinha seriam remotas
O Brasil não precisa disso. O Brasil não precisa dele. Até um ano atrás ele era um ilustre desconhecido, coadjuvante de Falcão Garcia no timeco do Atlético (terceira força do Campeonato Mineiro, uma espécie de América Mineiro, ops, desculpe, Campeonato Espanhol).
Tudo bem que o Fred está machucado e que temos apenas o Jô, já que Luis Fabiano e Leandro Damião não atravessam boa fase e o Alexandre Pato (... bem, o Pato é melhor deixar pra lá).
Esse tal de Diego Costa, além de encrenqueiro, é um Túlio Maravilha melhorado. Um William Bartoré melhorzinho. Você ter um Diego Costa, um Túlio Maravilha, um Alan Kardec, um William Bartoré e um Super Ézio (lembram dele?) para escolher é o mesmo que ter 5 potezinhos daqueles de exame de fezes, o que diferencia um do outro, é apenas a etiqueta com o nome.
A Espanha precisa dele. A Espanha precisa disso, de apelar para jogador naturalizado. Craque lá é raridade. Soldado, Negredo, David Villa, atacantes nível Figueirense e Paysandú. O Diego Costa fez certo. Eu no lugar dele (e com o futebolzinho dele) faria o mesmo, pois saberia, que as chances de ser titular da amarelinha seriam remotas
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