Seja por DOM OU MAGIA/ a minha poesia é bem natural (Santaninha, Barbosinha, Rubens Gordinho e Clóvis)
sábado, 27 de dezembro de 2014
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
sábado, 20 de dezembro de 2014
LUXUOSOS TRANSATLÂNTICOS - Nei Lopes e Cláudio Jorge
“Em
luxuosos transatlânticos
Os
negros vinham da África para o Brasil
Gozando
de mordomias faraônicas
Chegavam
aqui com ar fagueiro e juvenil
E
mal desembarcavam lá no porto
Com
todo conforto
Em
luxuosas senzalas iam se hospedar
Tratados
a pão-de-ló, comendo do bom e do melhor
Levavam
a vida a cantar
Lalaiá
laia, lalaiá laiá, laia laia laia
Nos
campos e nas cidades
Nos
tempos que não voltam mais
Reinava
a mais perfeita harmonia
Tudo
era alegria, amor, carinho e paz
Até
que exóticas ideologias fizeram o cativeiro acabar
Mas
a índole mansa e pacífica
Dessa
gente magnífica fez o negro se recuperar
Hoje
no Brasil da liberdade
Onde
tudo é igualdade
Sem
distinção de raça e nem de cor
O
negro agradecido ergue aos céus o seu louvor
Ô
ô ô ô! Ai que saudades dos carinhos do feitor
(Obrigado
Isabel)”
Copie o link, cole no seu navegador e aprecie esse samba na voz de Nei Lopes: https://www.youtube.com/watch?v=uWc4BkU293w
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
WILSON MOREIRA, O NOME QUE PESA NA BALANÇA
Hoje, 12/12/2013 comemoramos o aniversário do magistral Wilson Moreira, um patrimônio do samba popular
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
NA ESTANTE: O Último Negro - Durval Arantes
SINOPSE
Em ritmo de thriller, O Último Negro, Editora Vermelho Marinho, narra fatos que se
desenrolaram no Brasil e no Estados Unidos, com origem em um incidente ocorrido
em 1976 e relatado casualmente a um jovem repórter de jornal. Encobertas até
então por um motivo inimaginável, e mantidas em segredo por muitos anos,
revelações extraordinárias vêm à tona em meio a um embate étnico-universitário
envolvendo estudantes negros e brancos.
O desabafo casual de uma socialite
paulistana desperta o instinto investigativo do repórter, que acaba por
desenterrar fatos escondidos do passado. Robusto, com mais de 50 capítulos, o
livro traz em seus personagens a proposta de contribuir para uma melhor
compreensão do que foi a Diáspora Africana e quais foram os seus reflexos na
formação das duas maiores Nações com populações afrodescendentes das Américas.
Cole e copie em seu navegador o link abaixo e curta o vídeo oficial do lançamento do belo livro, realizado na Livraria Cultura, 18/11/2014.
https://www.youtube.com/watch?v=S9S1RCm8shk&feature=youtu.be
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
sábado, 29 de novembro de 2014
Preços promocionais vão até hoje, 30/11
Pré-visualização de Espelho Opaco de Narciso, disponível no site da Editora.
Saboreie as primeiras 18 páginas de meu mais recente livro.
Copie no link abaixo, cole no navegador e leia um trecho:
https://www.clubedeautores.com.br/book/176664--ESPELHO_OPACO_DE_NARCISO#.VHp6sjHF8cA
Saboreie as primeiras 18 páginas de meu mais recente livro.
Copie no link abaixo, cole no navegador e leia um trecho:
https://www.clubedeautores.com.br/book/176664--ESPELHO_OPACO_DE_NARCISO#.VHp6sjHF8cA
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Esse povo precisa ouvir Racionais
Tá na área o mais novo cd do grupo de rap paulistano Racionais MC’s –
Cores e Valores, o 8º da carreira. Gravado no Quad Recording Studios e mixado no Brevery Recordind Studio,
Nova Iorque (EUA) foi lançado após um intervalo de 14 anos. O anterior foi o
Nada como um dia após o outro (Coisa Nostra, 2002).
Do ponto de vista melódico e de arranjos sobressai a faixa
11, O Mau e o Bem (de Ice Blue e Don Pixote), a letra de Quanto vale o show?, faixa
13 (de Mano Brown), uma viagem pela década de 1980, remonta aos bons tempos de Racionais.
É de lamentar as faixas breves como se fossem vinhetas, por exemplo, as faixas 3 e 4 têm 37 e 24 segundos, respectivamente. Tanto tempo sem lançar um álbum - os primeiros trabalhos fonográficos do quarteto tinham poucas
músicas, porém mais extensas, ansiava-se por mais. A faixa mais longa é a já citada O Mau e o Bem com 4:59. O tempo de fruição do disco é tão rápido que você duvida já ter tocado as 15 faixas do cd.
Sobre o estilo dos Racionais, é isso mesmo, música engajada
com a denúncia social com o vocabulário da periferia. Porta-vozes dos oprimidos.
O tom de indignação na voz
dos intérpretes, vejo como mais um elemento identitário caracterizando o teor
reivindicatório/ denunciatório da proposta musical do grupo.
Pensando bem, num cenário que tende a se homogeneizar pela
égide da indústria cultural de massa que visa só o entretenimento, como é o
panorama musical brasileiro na atualidade, é salutar essa diversidade.
É bom termos Racionais.
Esse povo precisa ouvir Racionais!
No link do youtube confiram a faixa 11, o Mau e o Bem:
https://www.youtube.com/watch?v=1CoNBU8xvQU
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
DIREITOS IGUAIS! QUEREMOS O DIA DA CONSCIÊNCIA BRANCA
Chega a ser ridículo alguns questionamentos sobre o porque não se ter um Dia da Consciência Branca. Não há razões plausíveis para uma CONSCIENTIZAÇÃO branca. O mito das 3 Raças, onde brancos-índios-negros ergueram o país é mais uma falácia (dobradiças simbólicas para amortecer atritos sociais).
O tratamento desigual racial que privilegia o elemento europeizado, por ironia, se consolidou no mesmo documento que fundou o mito das 3 raças. O berço desse mito foi no Instituto Histórico-Geográfico do Brasil, fundado em 1838, sob a influência da escola historiográfica alemã, cujo um dos ícones é Friedrich Hegel (o mesmo que afirmou que a África não era interessante do ponto de vista histórico). O IHGB realizou um concurso sobre a tarefa do historiador que fosse redigir a história brasileira. O vencedor foi o alemão Von Martius, cuja monografia “Como se deve escrever a história do Brasil”, publicada em 1845, listava entre os itens que norteariam a confecção da história oficial do Brasil uma ênfase nas três raças, dando predominância ao português, aquele que imprimiu suas marcas de moralidade no país.
O tratamento desigual racial que privilegia o elemento europeizado, por ironia, se consolidou no mesmo documento que fundou o mito das 3 raças. O berço desse mito foi no Instituto Histórico-Geográfico do Brasil, fundado em 1838, sob a influência da escola historiográfica alemã, cujo um dos ícones é Friedrich Hegel (o mesmo que afirmou que a África não era interessante do ponto de vista histórico). O IHGB realizou um concurso sobre a tarefa do historiador que fosse redigir a história brasileira. O vencedor foi o alemão Von Martius, cuja monografia “Como se deve escrever a história do Brasil”, publicada em 1845, listava entre os itens que norteariam a confecção da história oficial do Brasil uma ênfase nas três raças, dando predominância ao português, aquele que imprimiu suas marcas de moralidade no país.
Coube a realização dessa história a Francisco Adolpho de Varnhagen, considerado então o fundador da historiografia nacional com a publicação de História Geral do Brasil entre 1854 e 1857 o que influenciaria os manuais escolares e livros didáticos, chegando até os dias atuais. Nos Livros de História, o índio aparece quando a Esquadra se Cabral atraca e depois some das páginas. Com negros o processo se repete, aparecem no período que trata da Escravidão, com aquelas ilustrações do Debret retratando-os em situações degradantes, tudo muito educativo para a construção da autoestima de alunos negros e alteridade dos alunos não-negros, e desaparecem da História.
Um dos principais romancistas da atualidade, Alberto Mussa aponta para um costume que naturaliza o elemento de aspecto fisionômico europeu num recurso chamado em Linguística, antigamente, de ‘elemento marcado’, aquilo que “tinha que ser dito”, caso contrário, julga-se outra coisa. A naturalização da branquitude induz, por exemplo, que todo personagem histórico é branco, quando surge um elemento negro, o que é uma excepcionalidade. ele dever ser marcado, tipificado, senão, se presumirá que se trata de um personagem histórico branco. O adjetivo ‘negro’ aparece quando se fala de Aleijadinho, José do Patrocínio e de João Cândido,mas o ‘branco’ é dispensável quando se fala de José Bonifácio, Castro Alves ou Carlos Chagas. Zumbi é apresentado como líder negro da Revolta de Palmares e Tiradentes apenas como o líder da Inconfidência Mineira. Sem se falar quando se nega a condição de negro a sujeitos históricos como o engenheiro André Rebouças, a compositora Chiquinha Gonzaga e o escritor Machado de Assis, apresentados com o termo difuso ‘mestiço’, como uma espécie de eufemismo. O termo ‘negro’ é discriminado (nas duas acepções) e passa a ser usado como um marca-texto.
Mussa ressalta que em nossa literatura também opera essa obrigatoriedade de se aludir à característica étnica quando o sujeito da narrativa é negro, efeitos da naturalização da branquitude na psique do brasileiro. Mussa cita: “pegue os grandes autores: José Lins do Rego, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa. Os melhores. Você vai ver neles esse procedimento. É o personagem Fulano, o Sicrano e, na hora que aparece o preto, é o “preto Alguém”. E dali a pouco, esquece-se o nome do personagem e ele passa a ser só o “o preto”, ou “o mulato”. Não é possível. A gente tem que encontrar outra forma de tratar disso”.
Reflexos da cultura hegemônica eurocêntrica.
O texto abaixo fechamos nossos apontamentos sobre o tema.
O texto abaixo fechamos nossos apontamentos sobre o tema.
MAS PRA QUÊ CONSCIÊNCIA NEGRA?
Imagine-se chegando de viagem numa grande
cidade a noite. Após deixar o avião, toma um táxi e ruma para um hotel. Um
luxuoso hotel. Chegando ao referido estabelecimento você fica sabendo que há
leitos disponíveis, porém não permitirão a sua entrada. Razão: a cor de sua pele.
Foi
o que ocorreu com duas mulheres negras em 1951, barradas numa noite fria de
junho por funcionários de um hotel paulistano. Só que a coisa fedeu, as vítimas
eram duas cidadãs estadunidenses:
a soprano Marian Anderson, famosa cantora e militante pelos direitos dos negros
nos Estados Unidos e a renomada bailarina, coreógrafa e etnógrafa Katherine Dunham, considerada a “mãe” da dança moderna,
mais tarde, mentora de Mercedes Batista, a pioneira da dança afro no Brasil.
Chamaram a autoridade policial. Nada se pôde fazer. Não havia lei que punisse
discriminação racial no país. Why? Como assim? Oh my God! O país com maior população negra fora da África não tinha
uma legislação sobre agressões raciais?
E o assunto deu pano pra manga. O estardalhaço das artistas afro-americanas, repercutiu
lá fora, causou um mal estar
diplomático e no mês seguinte, a toque de caixa o deputado mineiro Afonso
Arinos, da UDN (União Democrática Nacional), apresentou, mais por motivações
políticas do que questões humanitárias, um
projeto de lei que incluía ofensas de ordem racial entre as contravenções
penais sendo promulgada
em 03 de julho de 1951 por Getúlio Vargas (o mesmo a quem Arinos pediria a renúncia
num duro pronunciamento, duas semanas antes do fatídico suicídio no Catete).
A primeira lei de combate ao
racismo no Brasil – aprovada mais de meio século após a abolição, acabou
levando o nome de um político conservador, pouco alinhado com o clamor dos
movimentos sociais. Embora já imortalizado por causa da tal lei, o também
escritor Afonso Arinos, sete anos depois, em 1958, vestiria a farda de imortal da ABL.
Porque nada
foi feito antes sobre a questão do racismo recorrente no país. Por que foi
preciso que negros norte-americanos, já calejados com essas situações segregativas
e excludentes, sofressem numa noite, o que brasileiros sofriam no dia-a-dia por
séculos.
A resposta a essas perguntas é a mesma. Faltava ao negro brasileiro um ingrediente: CONSCIENTIZAÇÃO.
É
claro que muitos negros bradavam contra opressão racial cotidiana no Brasil. E
isso, bem antes da Lei Áurea. As autoridades tratavam com mais discriminação
quem as procurasse. A mídia não dava voz a essa camada da população e o discurso
espúrio de ‘é apenas impressão de sua parte, no Brasil não há racismo’ era a
amordaça oferecida. A Lei Afonso Arinos só foi sancionada por causa da
visibilidade internacional do ocorrido, mais como um amparo legal contra os ‘esporádicos’
casos de agressão racial, tratados sempre como casos isolados.
Chamamos a atenção para a postura de Duhan e Anderson, encarando como inadmissível aquela
ocorrência. Pelo fato de não lerem em português, acaso o táxi passasse pelas
ruas do Bixiga, região central de São Paulo, não perceberiam os cartazes em
muito sobrados com dizeres: ALUGA-SE QUARTOS, MENOS PARA PRETOS, ou VAGAS PARA
EMPREGO – PESSOAS BEM AFEIÇOADAS, (sabemos do teor racista dos critérios dessa boa feição) placas dessa natureza podiam ser vistas até o
início dos anos de 1980.
Foi
erguida toda uma estrutura para que o negro não tivesse CONSCIÊNCIA de sua
condição adversa. E de seu valor, de seu poder, daí as campanhas contínuas com
respaldo do Governo de depreciação de tudo aquilo que caracterize o negro e
suas origens, demonizando e inferiorizando todos os aspectos culturais
identitários, desde os Códigos de Conduta do Brasil Império, até os meados do
século XX. Sim, existe a pertinência de se ter uma data para celebrar a CONSCIÊNCIA
negra no Brasil.
Nessa
semana, como em anos anteriores, espocaram via internet nas redes antissociais,
os mesmos comentários questionando do porquê de haver dia e a Semana e o Mês da
CONSCIÊNCIA negra.
‘Ah,
seria melhor Dia da Consciência Humana’
‘Se
fosse Dia da Consciência Branca seria racismo’
‘Consciência
Negra é todos os dias’
Essa
última repetida por alguns setores do Movimento Negro (muitos ainda se enganam
e encaram as movimentações coletivas como grupos homogêneos). Nessas frases
acima se verifica o temor de uma segregação (o mesmo temor dos anti-cotistas e
de setores conservadores da sociedade, nos idos de 1950, se rebelando contra a
Lei Afonso Arinos e seus desdobramentos).
Nos dias correntes há uma ala
conservadora que levanta o mesmo argumento a cerca da Lei que instituiu a
obrigatoriedade do ensino da História e da Cultura da África e afro-brasileira
em todas escolas, como a reivindicação estapafúrdia de se querer o ensino da
História da Itália, da Alemanha, do Líbano e do Japão, pois imigrantes desses
países deram seu contributo no mosaico cultural brasileiro. Reações contrárias
em jornais influentes e em pronunciamentos no Congresso acompanham toda e
qualquer, e mínima conquista da população negra. Desde a Lei do Ventre Livre
até os recentes Editais para Produção Cultural do Ministério da Cultura,
passando por leis como a descriminalização do candomblé, de autoria do deputado
Jorge Amado, pelo Partido Comunista ou a Lei Caó, que retirava a injúria racial
do patamar de simples contravenção e a elevava a crime inafiançável e
imprescritível e as Políticas de Ações Afirmativas.
O que mais impressiona é a permanência do discurso que se
repete ‘os negros querem regalias’, ‘há assuntos mais sérios para debater’, ‘os
negros adoram o papel de vítimas’, ‘isso irá dividir o país’, e a melhor: ‘mas,
isso fere a Constituição’, que pregava que todos os brasileiros eram iguais,
argumento esquecido quando se legislava para restringir os direitos dos mesmos
negros.
Esses
comentários engraçadinhos sobre o feriado da Consciência Negra (brasileiro é o povo que mais
adora feriado, e se puder enforcar um dia a mais, prolongando o fim de
semana, melhor ainda, curiosamente, reclama por mais um feriado - o único que gera reclamação) revelam um
desconhecimento das razões de se arrogar no Brasil uma CONSCIENTIZAÇÃO dos
negros, induzidos por muito tempo a alienação e negação, muitas vezes em níveis
inconscientes e subliminares, dos elementos de sua identidade.
Ignoram também
que num país multicultural, formado por diferentes grupos étnicos, cada qual
tem suas especificidades, cada qual tem a sua demanda e cada qual tem o seu
percurso. E é conhecendo o percurso histórico da condição do negro e
descendente no tecido social brasileira é que se poderá se expressar com razoabilidade,
fugindo das escaramuças do senso comum que reproduz teoremas dos achólogos de
cátedra.
Muitos
os fazem sem maldade, vejo pessoas de bem e instruídas, mães e pais de família
que sem perceber estão introjetando aos jovens filhos, que a tudo, acompanham,
valores deturpados, fomentadores de intolerância. Muitos desses bons cidadãos (se expressar é um ato de cidadania) não tiveram a chance de estudar a
História e a Cultura afro-brasileira e desconhecem os mecanismos adotados pela
nossa sociedade para ‘embraquecer’ a face negra do Brasil, embalada pelo mito
da harmonia racial, enaltecendo a mistura de raças e policromia do povo
brasileiro (mistura que não se dava e nunca se deu nos altos escalões do poder,
não interditados aos com feições caucasianas).
Talvez por viverem num país onde a tensão racial é
explícita, Marian Anderson e Katherine Dunham estavam conscientes
dos mecanismos acionados pela exclusão racial. Talvez por isso tenha causado estranheza
ao ator Morgan Freeman (justo ele que tem como nome o epíteto Freeman/ homem livre, dado nos Estados
Unidos a escravos libertos, o correspondente ao nosso preto forro) a pergunta sobre o Mês da CONSCIÊNCIA Negra. Para um negro americano isso não
tem cabimento. Pra quê celebrar, pra quê datar algo que já está arraigado
organicamente no interior de cada negro. Eles vivem dia a dia, desde o berço, a
CONSCIÊNCIA negra.
Sim, o Dia da CONSCIÊNCIA NEGRA é uma conquista.
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